Queremos o poder de criar, compreender e proteger nossas próprias ferramentas digitais, sem dependência de sistemas coloniais, plataformas predatórias ou monopólios tecnológicos.
A informação produzida por nosso povo pertence ao povo. Dados são extensão do corpo e da memória — não mercadoria.
Rejeitamos sistemas que monitoram, classificam e punem corpos negros, periféricos e dissidentes sob o pretexto de "segurança" ou "eficiência".
As instituições públicas de educação devem ensinar a história dos povos originários, quilombolas e preservar a memória da cultura local.
Rejeitamos tecnologias que destroem ecossistemas, exploram territórios e aceleram o colapso ambiental. A natureza é a primeira tecnologia — o código deve aprender com ela.
Espaços seguros, descentralizados e cooperativos onde o conhecimento circula, a vigilância não entra e a comunidade se fortalece.
Enquanto houver opressão codificada, haverá resistência organizada.
Não somos apenas uma rede. Somos um quilombo digital.
Nenhum manual de resistência publicado.